quinta-feira, 27 de setembro de 2012


                                                 



Olá amantes de astronomia!!!
Hoje, irei falar sobre as maravilhosas constelações.



Constelação


Na astronomia moderna, uma constelação é uma área internacionalmente definida da esfera celeste. Essas áreas são agrupadas em torno deasterismos, padrões formados por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre.
Há 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional(UAI) desde 1922. A maioria delas inclui-se nas 48 constelações definidas por Ptolomeu em seu Almagesto, no século II; as outras foram definidas nos séculos XVII e XVIII, sendo que as mais recentes se encontram no céu meridional, definidas por Nicolas Louis de Lacaille em Coelum australe stelliferum (1763).
Existem também numerosas constelações históricas não reconhecidas pela UAI, bem como constelações reconhecidas em tradições regionais da astronomia ou astrologia, como a chinesa, a hindu ou a aborígine australina.

Terminologia

O termo do latim tardio constellātiō pode ser traduzido como "conjunto de estrelas". O termo foi inicialmente usado na astrologia, para asterismos que supostamente exerciam influência, atestados por Amiano Marcelino (século IV). No inglês médio, o termo foi usado a partir do século XIV, também na astrologia, para conjunções de planetas. O sentido astronômico moderno de "área da esfera celeste em torno de um asterismo específico" data da metade do século XVI.
O uso coloquial não distingue os sentidos de "asterismo" e "área em torno de um asterismo". O sentido moderno do termo usado na astronomia refere-se às constelações mais como segmentos semelhantes a grades na esfera celeste, enquanto o termo para padrão de estrelas é asterismo.
Por exemplo, o asterismo conhecido como Grande Carro corresponde às sete estrelas mais brilhantes da maior constelação da UAI, que é a Ursa Major.

[editar]História

A atual lista de 88 constelações reconhecida pela UAI desde 1922 baseia-se nas 48 relacionadas por Ptolomeu no seu Almagesto, no século II. O catálogo de Ptolomeu é relatado por Eudoxo de Cnido, um astrônomo grego do século IV a.C. que introduziu a antigaastronomia babilônica na cultura helenística. Das 48 constelações listadas por Ptolomeu, trinta têm uma história bem mais antiga, remontando pelo menos ao final da Idade do Bronze. Isto se dá, em particular, para as constelações do zodíaco.

[editar]Antigo Oriente Próximo

Os mais antigos catálogos de estrelas e constelações são da antiga astronomia babilônica, iniciando-se na Idade do Bronze média. Os numerosos nomes sumérios nesses catálogos sugerem que eles se baseiam em antigas, mas não atestadas, tradições sumérias da Idade do Bronze inicial. O zodíaco clássico é produto de uma revisão do antigo sistema babilônico na posterior astronomia neo-babilônica (século VI a.C.).
O conhecimento do zodíaco neo-babilônico está também refletido na Bíblia Hebraica. E. W. Bullinger interpretou as criaturas que apareciam no Livro de Ezequiel (e, portanto, no Apocalipse) como os sinais do meio dos quatro quartos do zodíaco, com o Leão, oTouro, o Homem representando Aquário e a Águia para Escorpião. O bíblico Livro de Jó, datado dos séculos VI até IV a.C., também cita algumas constelações, incluindo עיש `Ayish, "ataúde", כסיל Kĕciyl, "tolo", e כימה Kiymah, "monte" (Jó 9:9, 38:31-32), representando Arcturus, Orion e Plêiades, pelo KJV, mas `Ayish "ataúde" na realidade corresponde a Ursa Major. O termo Mazzaroth מַזָּרֹות, em Jó 38:32, pode ser a palavra hebraica para as constelações zodiacais.
Os gregos adotaram o sistema babilônico no século IV a.C. Um total de vinte constelações ptolomaicas tem continuidade direta desde o antigo Oriente Próximo. Outras dez têm as mesmas estrelas, mas nomes diferentes.

[editar]Greco-romana

A informação é limitada sobre as constelações gregas nativas, encontrando-se alguma evidência em Hesíodo. A astronomia grega essencialmente adotou o sistema babilônico na era helenística, primeiro introduzido na Grécia por Eudoxo de Cnido no século IV a.C. O trabalho original de Eudoxo se perdeu, mas ele sobrevive como uma versificação por Arato, datada do século III a.C.. Os trabalhos mais completos existentes tratando das origens míticas das constelações são do escritor helenístico nomeado pseudo-Eratóstenes e um antigo escritor romano chamado de pseudo-Higino.
A base da astronomia ocidental ensinada durante a antiguidade tardia e até o início da Idade Moderna é o Almagesto de Ptolomeu, escrito no século II. A astronomia indiana também se baseia na tradição helenística, transmitida pelos impérios indo-gregos[carece de fontes].

[editar]Constelações chinesas clássicas

Na astronomia chinesa clássica, o céu setentrional é dividido geometricamente em cinco "recintos" e 28 casas ao longo da eclíptica, agrupados em quatro símbolos de sete asterismos cada. As 28 casas lunares são uma das mais importantes e também das mais antigas estruturas no céu chinês, atestada desde o século V a.C. Um paralelo com os primeiros catálogos babilônicos (sumérios) de estrelas sugere que o antigo sistema chinês não surgiu independentemente daquele do antigo Oriente Próximo. A astronomia chinesa clássica é registrada na dinastia Han e aparece na forma de três escolas, que são atribuídas a astrônomos do período Zhanguo.
As constelações das três escolas foram reunidas num sistema único por Chen Zhuo, um astrônomo do século III (período dos Três Reinos). O trabalho de Chen Zhuo se perdeu, mas a informação sobre o seu sistema de constelações sobrevive nos registros dadinastia Tang, principalmente por Qutan Xida. O mais antigo quadro de estrelas chinês sobrevivente data da dinastia Tang e foi preservado como parte dos manuscritos Dunhuang. A astronomia chinesa nativa floresceu durante a dinastia Sung e durante a dinastia Yuan foi crescentemente influenciada pela astronomia islâmica medieval.

[editar]Início da Idade Moderna

As constelações em torno do Polo Sul não eram observáveis ao norte do equador, por babilônicos, gregos, chineses ou árabes.
As constelações modernas nesta região foram definidas durante a era dos descobrimentos, principalmente pelos navegadores holandeses Pieter Dirkszoon Keyzer e Frederick de Houtman, no fim do século XVI. Elas foram representadas por Johann Bayer no seu atlas estelar Uranometria, de 1603. Vários outros foram criados por Nicolas Louis de Lacaille, em seu catálogo de estrelas publicado em 1756.
Algumas propostas modernas para novas constelações não foram bem-sucedidas; um exemplo é Quadrans, epônimo da chuva de meteoros Quadrantídea, atualmente dividida entre Boötes e Draco. A constelação clássica de Argo Navis foi dividida em várias constelações diferentes, por conveniência dos cartógrafos estelares.
Até o final da dinastia Ming, Xu Guangqi introduziu 23 asterismos do céu meridional, baseado no conhecimento dos quadros de estrelas ocidentais. A partir daí, esses asterismos foram incorporados aos mapas estelares chineses tradicionais.

[editar]Constelações da UAI

Em 1922, Henry Norris Russell ajudou a UAI a dividir a esfera celestial em 88 constelações oficiais. Onde possível, essas constelações modernas normalmente utilizam os nomes das suas predecessoras greco-romanas, como Orion, Leo ou Scorpius. O objetivo do sistema é o mapeamento de áreas, isto é, a divisão da esfera celestial em campos contíguos. Das 88 constelações, 36 situam-se predominantemente no céu setentrional e as outras 52 predominantemente no meridional.
Em 1930, os limites entre as 88 constelações foram definidos por Eugène Joseph Delporte ao longo de linhas verticais e horizontais deascensão reta e declinação. Entretanto, os dados que ele usou se referiam à época B1875.0, que foi quando Benjamin Apthorp Gould primeiro fez a proposta de definir limites para a esfera celestial, uma sugestão sobre a qual Delporte basearia seu trabalho. A consequência desta referência antiga é que, devido à precessão dos equinócios, os limites em um mapa estelar moderno, como da época J2000, já estão um tanto distorcidos e não são mais perfeitamente verticais ou horizontais. Este efeito vai aumentar nos próximos anos e séculos.

[editar]Asterismos

Muito do espaço escuro entre as estrelas, como visto no céu da imagem acima, se deve à baixa sensibilidade à luz do olho humano. Outras imagens, como o "Hubble deep field" (não mostrada) detectam muito mais estrelas.
As estrelas dos principais asterismos dentro de uma constelação geralmente recebem letras gregas em ordem do seu brilho, pela chamada designação de Bayer, introduzida por Johann Bayer em 1603. Um total de 1.564 estrelas são identificadas assim, das aproximadamente 10.000 estrelas que são visíveis a olho nu.
As estrelas mais brilhantes, geralmente aquelas que compõem o asterismo epônimo da constelação, também receberam nomes próprios, frequentemente vindos do árabe. Por exemplo, o "Pequeno Carro", asterismo da constelaçãoUrsa Minor, tem dez estrelas com designações de Bayer, que vão de α UMi a π UMi. Dessas dez estrelas, sete têm um nome próprio: Polaris (α UMi), Kochab (β UMi), Pherkad (γ UMi), Yildun (δ UMi), Urodelus (ε UMi), Ahfa al Farkadain (ζ UMi) e Anwar al Farkadain (η UMi).
As estrelas no interior de um asterismo raramente têm alguma relação astrofísica substancial entre si, e sua aparente proximidade quando vistas da Terra esconde o fato de que elas estão afastadas, algumas muito mais distantes da Terra do que outras. Entretanto, há algumas exceções: muitas das estrelas na constelação de Ursa Major (inclusive algumas do Grande Carro) estão realmente próximas umas das outras, viajam pela galáxia com velocidades similares e provavelmente se formaram juntas como parte de um aglomerado que aos poucos se dispersa. Essas estrelas formam o grupo móvel de Ursa Major.

[editar]Constelações de nuvem escura

A "Ema no céu", uma constelação definida por nuvens escuras em vez de estrelas. Uma interpretação ocidental reconhece Crux (o Cruzeiro do Sul) acima da cabeça da ema e Scorpius à esquerda. A cabeça da ema é a nebulosa do Saco de Carvão.
Regiões escuras da Via Láctea são mais visíveis e surpreendentes no hemisfério sul que no norte. Elas se destacam nitidamente quando as condições da noite são tão escuras que a região central da Via Láctea lança sombras no chão. Algumas culturas distinguiram formas nessas áreas e deram nomes a essas "constelações de nuvem escura". Membros da civilização inca identificaram várias áreas escuras ou nebulosas escuras na Via Láctea como animais e associaram sua aparição com chuvas sazonais. A astronomia aborígine australiana também descreve constelações de nuvem escura, a mais famosa sendo a "ema no céu", cuja cabeça é formada pela nebulosa do Saco de Carvão.

Até mais tarde!!!




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

                                                      


Olá de novo queridos admiradores de astronomia!!!
Farei mais uma postagem,pois a outra seria de segunda.
Hoje, falarei sobre as nebulosas.É pouca coisa,mas dá para explicar o que são.


Nebulosa

As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma. São constantemente regiões de formação estelar, como a Nebulosa da Águia. Esta nebulosa forma uma das mais belas e famosas fotos da NASA, "Os Pilares da Criação". Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão formam um grande número de planetas e de sistemas planetários.

[editar]Tipos de Nebulosas



Nebulosas de emissão são nuvens de gás com temperatura alta. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos (luzes de néon brilham praticamente da mesma maneira). Nebulosas de emissão são geralmente vermelhas, por causa do hidrogênio, o gás mais comum do Universo e que comumente emite luz vermelha. Nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma estrela ou estrelas próximas. Nebulosas de reflexão são geralmente azuis porque a luz azul é espalhada mais facilmente. Nebulosas de emissão e de reflexão são geralmente vistas juntas e são às vezes chamadas de nebulosas difusas. Existem também as Nebulosas escuras, elas são nuvens de gás e poeira que impedem quase completamente a luz de passar por elas, são identificadas pelo contraste com o céu ao redor delas, que é sempre mais estrelado ou luminoso. Elas podem estar associadas à regiões de formação estelar. Exemplos são a nebulosa saco de carvão e a nebulosa cabeça de cavalo. As Nebulosas planetárias receberam esse nome de William Herschel porque quando foram vistas ao telescópio pela primeira vez,elas se pareciam com um planeta, posteriormente se descobriu que elas eram causadas por material ejetado de uma estrela central, que pode ter explodido como uma supernova. Este material é iluminado pela estrela central e brilha, podendo ser observado um espectro de emissão. A estrela central normalmente termina como uma anã branca.
Ficheiro:Different Slant on Orion (495636660).jpg



Até a próxima postagem!!!!!




    Texto:http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa  e
  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Different_Slant_on_Orion_(495636660).jpg

              
                                                    




Olá astrônomos, meus queridos astrônomos!!!
Hoje, irei continuar a postagem sobre o sistema solar.


Regiões distantes

O ponto em que o Sistema Solar termina e o espaço interestelar começa não é precisamente definido, uma vez que as fronteiras externas são formadas por duas forças distintas: o vento e a gravidade solar. O limite exterior da influência do vento solar é definido como aproximadamente quatro vezes a distância de Plutão do Sol; estaheliopausa é considerada o começo do meio interestelar. Entretanto acredita-se que a esfera de Hill do Sol, o alcance efetivo de seu domínio gravitacional, se estende por mil vezes esta distância.

 Heliopausa

Representação da Voyager entrando naheliosheath.
A Heliosfera é dividia em duas regiões separadas. O vento solar viaja a uma velocidade aproximada de 400 km/s até colidir com o vento interestelar; o fluxo de plasma no meio interestelar. A colisão ocorre na zona de choque terminal, que está a cerca de 80–100 UA a partir do Sol no sentido do meio interestelar e cerca de 200 UA a partir do meio interestelar no sentido do Sol. Neste ponto o vento diminui drasticamente, condensa e se torna mais turbulento, formando uma grande estrutura oval conhecida como heliosheath. Acreditava-se que esta estrutura foesse parecida e se comportasse como a cauda de um cometa, se extendo por mais de 40 UA no sentido do vento entretanto evidências da sonda Cassini-Huygens e do satélite Interstellar Boundary Explorer tem sugerido que esta é de fato no formato de uma bolha devido a ação de contração do campo magnético do meio interestelar. Tanto a Voyager 1 quanto Voyager 2 relataram ter passado pela zona de choque terminal entrando na heliosheath a uma distância de 94 e 84 UA a partir do Sol, respectivamente. A fronteira externa da heliosfera, a Heliopausa, é o ponto em que o vento solar finalmente termina e começa o espaço interestelar médio.
O aspecto e a forma da margem externa da heliosfera parecem ser afetados pela dinâmica dos fluidos da interação com o meio interestelar assim como pelo campo magnético solar prevalece sobre o sul, e.g. distorcendo o norte da heliosfera que se estende por 9UA além do hemisfério sul. Além da heliopausa, a cerca de 230 UA reside obow shock, um "rastro" de plasma deixado pelo Sol a medida que este viaja pela Via Láctea.
Nenhuma espaçonave ultrapassou ainda a heliopausa, portanto é impossível saber com certeza as condições do espaço interestelar. A expectativa é de que as sondas do Programa Voyager irão ultrapassar a heliosfera em algum ponto dentro da próxima década e transmitir dados importantes sobre os níveis de radiação e vento solar de volta para a Terra. O quão bem a heliosfera protege o Sistema Solar dos raios cósmicos ainda é pouco entendido. Uma equipe financiada pela NASA tem desenvolvido um conceito de "Vision Mission" dedicado a enviar sondas para a heliosfera.

[editar] Nuvem de Oort

Representação artística da nuvem de Oort, os Hills Cloud e o cinturão de Kuiper belt
A hipotética nuvem de Oort é uma nuvem esférica com mais de um trilhão de objetos glaciais que acredita-se ser a fonte de todos os cometas de longos períodos que cercam o Sistema Solar a uma distância aproximada de 50,000 UA (em torno de 1 ano-luz), e possivelmente até a distância de 100,000 UA. Acredita-se que seja composta de cometas que foram ejetados do Sistema Solar interior pela interação gravitacional dos planetas externos. Os objetos da nuvem de Oort se movem muito devagar, e podem ser perturbados por eventos infrequentes tais como colisões, efeitos gravitacionais de uma estrela em trânsito, ou a maré galáctica, a força de maré exercida pela Via Láctea.[48][49]

[editar] Sedna

90377 Sedna (525.86 UA em média) é um grande objeto avermelhado parecido com Plutão com uma orbita gigante altamente elíptica que tem 76 Ua no periélio e 928 UA no afélio e leva 12050 de período orbital. Michael E. Brown, que descobriu o objeto em 2003, afirma que este não pode ser parte do disco disperso ou do cinturão de Kuiper pois seu periélio é muito distante para ser afetado pela migração de Netuno. Ele e outros astrônomos consideram que seja o primeiro objeto de uma nova população, que pode também incluir o objeto 2000 CR105, que tém um perihélio de 45 UA e um afélio de 415 AU com um período orbital de 3420 anos. Brown denominou esta população como "Nuvem de Oort interior", podendo ter sido formada por um processo similar, embora esteja mais próxima do Sol. Sedna é parecido com um planeta anão, embora seu formato ainda não tenha sido determinado com certeza.

 Fronteiras

Muito do nosso Sistema Solar ainda é desconhecido. Estima-se que o campo gravitacional solar supera a forma das estrelas próximas num raio de dois anos-luz (125 mil UA). Estimativas inferiores para o raio da nuvem de Oort, por outro lado, não o colocal a mais de 50,000 UA. Apesar de descobertas tais como de Sedna, a região entre o cinturão de Kuiper e a nuvem de Oort, uma área com dezenas de milhares de unidades astronômicas de raio está virtualmente não-mapeada. Existem também estudos em desenvolvimento para a região entre Mercúrio e o Sol, e objetos ainda podem ser descobertos nas regiões não-mapeadas do Sistema Solar.

 Contexto galáctico

Localização do Sistema Solar dentro da Via Láctea.
O Sistema Solar está localizado em uma galáxia denominada Via Láctea, uma galáxia espiral barrada, com umdiâmetro de cerca de cem mil anos-luz, contendo cerca de 200 bilhões de estrelas. A nossa estrela, o Sol, está residida em um dos braços exteriores da Via Láctea em espiral, conhecida como Braço de Órion. O Sol se localiza entre vinte e cinco e vinte e oito mil anos-luz do centro galáctico, e sua velocidade dentro da Via Láctea é de cerca de duzentos e vinte quilômetros por segundo, levando cerca de 225–250 milhões de anos até completar uma revolução. Essa revolução é conhecida como o ano galáctico do Sistema Solar. O ápice solar, que é a direção do caminho do Sol no espaço interestelar, localiza-se próximo à constelação de Hércules, na atual direção de umaestrela brilhante, conhecida como Vega.O plano da eclíptica do Sistema Solar está em um ângulo de aproximadamente sessenta graus em relação ao plano galáctico.
Acredita-se que a localização do Sistema Solar na nossa galáxia tenha sido um fator na evolução da vida terrestre. Sua órbita não é circular e, sim, elíptica, com uma velocidade quase igual a dos braços espirais, o que significa que passa por eles apenas raramente. Os braços espirais são o lar de uma concentração muito maior de supernovaspotencialmente perigosos, que deram longos períodos de estabilidade interestelar na Terra até a vida evoluir. O Sistema Solar está fora do entorno de estrelas movimentadas do centro galáctico. Próximo ao centro, empuxos gravitacionais de estrelas próximas chegam a perturbar corpos na nuvem de Oort e enviar muitos cometas no interior do Sistema Solar, que acabam produzindo catastróficas consequências para a vida na Terra. A intensa radiação do centro galáctico também pode interferir com o desenvolvimento de uma vida complexa. Mesmo com a atual localização do Sistema Solar, alguns cientistas têm a hipótese de que uma supernova recente pode ter prejudicado a vida nos últimos 35 mil anos, pelo fato de ter arremessado pedaços expulsos do núcleo estelar para o Sol como grãos de poeira radioativa e maiores, os corpos de cometa.

[editar] Vizinhança

A vizinhança galáctica próxima do Sistema Solar é conhecida como Nuvem Interestelar Local, uma area de densas nuvens de uma outra forma esparsa conhecida como Bolha Local, uma cavidade em forma de ampulheta no meio interestelar com aproximadamente 300 anos-luz de comprimento. Esta bolha é repleta de plasma de alta temperatura o que sugere ser o produto de uma supernova recente.
Existem relativamente poucas estrelas dentro de uma distância de dez anos-luz do Sol. A estrela mais próxima é o sistema triplo de estrelas Alpha Centauri, que está a 4,4 anos-luz de distância. Alpha Centauri A e B são um par de estrelas parecidas com o Sol, enquanto a pequena anã vermelha Alpha Centauri C (também conhecida comoProxima Centauri) orbita este par a uma distância de 0,2 anos-luz. As próximas estrelas perto do Sol são as anãs vermelhas Estrela de Barnard (a 5,9 anos-luz), Wolf 359 (7,8 anos-luz) e Lalande 21185 (8.3 anos-luz). A maior estrela numa distância de dez anos-luz é Sírius, uma estrela na sequência principal estelar com aproximadamente o dobro da massa solar e orbitada por uma anã branca chamada Sírius B, situada a 8,6 anos-luz. As estrelas restantes dentro de dez anos-luz são o sistema binário de anãs vermelhas Luyten 726-8 (8,7 anos-luz) e a anã vermelha solitária Ross 154 (9,7 anos-luz). A estrela mais próxima parecida com o Sol é Tau Ceti, que dista 11,9 anos-luz de distância e tem uma massa de aproximadamente 80% da solar, mas com apenas 60% da luminosidade solar. O planeta extrasolar mais próximo do Sistema Solar está situado na estrela Epsilon Eridanique é ligeiramente mais escura e vermelha que o Sol, distando 10,5 anos-luz de distância. Existe um planeta confirmado Epsilon Eridani b, que tem aproximadamente 1,5 vezes a massa de Júpiter e tem um período orbital de 6,9 anos terrestres.
Uma série de cinco mapas estelares que mostram a localização da Terra no Sistema Solar, do Sol na vizinhança, na área próxima da via Láctea, e no local do grupo de Galáxias, e no supercluster de galáxias.

 Formação e evolução

Linha de tempo projetada para o Sol.
O Sistema Solar foi formado pelo colapso gravitacional de uma nuvem molecular há 4,568 bilhões de anos. Esta nuvem inicial tinha provavelmente vários anos-luz de diâmetro e deu origem a várias estrelas.
Como a região que se tornaria o Sistema Solar, conhecida como a névoa pré-solar, colapsou, a conservação do momento angular a fez girar mais rápido. O centro, onde a maioria da massa se agrupou, tornou-se progressivamente mais quente que o disco a volta com uma quente e densa protoestrela ao centro. Neste ponto de sua evolução, acredita-se que o sol tenha sido uma Estrela T Tauri. Estudos das estrelas T Tauri demonstra que elas algumas vezes são acompanhadas de um disco de matéria pré-planetário com 0,001–0.1massas solares, com a grande maioria da massa da névoa na própria estrela. Os planetas foram formados pelaacreção deste disco.
Dentro de 50 milhões de anos, a pressão e a densidade do hidrogênio no centro da protoestrela tornaram-se grandes o suficiente para começar a fusão termonuclear. A temperatura, velocidade de reação, pressão, e densidade aumentaram até que o equilíbrio hidroestático foi alcançado, com a energia termal contendo a força da contração gravitacional. Neste ponto o sol se tornou uma estrela completa da sequência principal.
O Sistema Solar como nós conhecemos irá durar até o Sol começar a sair da sequência principal do diagrama de Hertzsprung-Russell. Como o Sol queima seu suprimento de hidrogênio combustível, a energia que mantém o núcleo tende a decrescer, causando o colapso do mesmo. O aumento da pressão aquece o núcleo, que queima mais rápido e como resultado, o Sol está se tornando mais brilhante a uma taxa de aproximadamente dez porcento a cada 1,1 bilhão de anos.
Daqui a aproximadamente 5,4 bilhões de anos, o Hidrogênio no núcleo irá terá sido completamente convertido em Hélio, terminando a fase da sequência principal. Com o término da reação de hidrogênio, o núcleo irá se contrair ainda mais, aumentando a pressão e a temperatura, causando a fusão que inicia o processo do Hélio. O Hélio no núcleo queima a uma temperatura muito maior, e a energia de saída será muito maior que durante o processo do hidrogênio. Neste período, a camada externa do solar irá se espandir a aproximadamente 260 vezes o atual diâmetro e a estrela se tornará uma gigante vermelha. Por causa deste aumento da área de superfície, esta irá ser consideravelmente mais fria do que na sequência principal (2600 K a mais fria).
Eventualmente, o Hélio no núcleo irá se exaurir numa taxa muito mais rápida do que o hidrogênio, e a fase de combustão será apenas uma fração de tempo comparada com a do Hidrogênio. O sol não é massivo o suficiente para começar a fusão de elementos mais pesados, e as reações nucleares no núcleo irão definhar. Suas camadas externas cairão no espaço deixando uma anã branca, um objeto extraordinariamente denso, com metade da massa original do Sol porém com apenas o tamanho da Terra.As camadas externas ejetadas irão formar o que é conhecido como a nebulosa planetária, retornando parte do material que formou o Sol para o meio interestelar.


Até a próxima postagem!!!