quarta-feira, 26 de setembro de 2012

                                                    




Olá astrônomos, meus queridos astrônomos!!!
Hoje, irei continuar a postagem sobre o sistema solar.


Regiões distantes

O ponto em que o Sistema Solar termina e o espaço interestelar começa não é precisamente definido, uma vez que as fronteiras externas são formadas por duas forças distintas: o vento e a gravidade solar. O limite exterior da influência do vento solar é definido como aproximadamente quatro vezes a distância de Plutão do Sol; estaheliopausa é considerada o começo do meio interestelar. Entretanto acredita-se que a esfera de Hill do Sol, o alcance efetivo de seu domínio gravitacional, se estende por mil vezes esta distância.

 Heliopausa

Representação da Voyager entrando naheliosheath.
A Heliosfera é dividia em duas regiões separadas. O vento solar viaja a uma velocidade aproximada de 400 km/s até colidir com o vento interestelar; o fluxo de plasma no meio interestelar. A colisão ocorre na zona de choque terminal, que está a cerca de 80–100 UA a partir do Sol no sentido do meio interestelar e cerca de 200 UA a partir do meio interestelar no sentido do Sol. Neste ponto o vento diminui drasticamente, condensa e se torna mais turbulento, formando uma grande estrutura oval conhecida como heliosheath. Acreditava-se que esta estrutura foesse parecida e se comportasse como a cauda de um cometa, se extendo por mais de 40 UA no sentido do vento entretanto evidências da sonda Cassini-Huygens e do satélite Interstellar Boundary Explorer tem sugerido que esta é de fato no formato de uma bolha devido a ação de contração do campo magnético do meio interestelar. Tanto a Voyager 1 quanto Voyager 2 relataram ter passado pela zona de choque terminal entrando na heliosheath a uma distância de 94 e 84 UA a partir do Sol, respectivamente. A fronteira externa da heliosfera, a Heliopausa, é o ponto em que o vento solar finalmente termina e começa o espaço interestelar médio.
O aspecto e a forma da margem externa da heliosfera parecem ser afetados pela dinâmica dos fluidos da interação com o meio interestelar assim como pelo campo magnético solar prevalece sobre o sul, e.g. distorcendo o norte da heliosfera que se estende por 9UA além do hemisfério sul. Além da heliopausa, a cerca de 230 UA reside obow shock, um "rastro" de plasma deixado pelo Sol a medida que este viaja pela Via Láctea.
Nenhuma espaçonave ultrapassou ainda a heliopausa, portanto é impossível saber com certeza as condições do espaço interestelar. A expectativa é de que as sondas do Programa Voyager irão ultrapassar a heliosfera em algum ponto dentro da próxima década e transmitir dados importantes sobre os níveis de radiação e vento solar de volta para a Terra. O quão bem a heliosfera protege o Sistema Solar dos raios cósmicos ainda é pouco entendido. Uma equipe financiada pela NASA tem desenvolvido um conceito de "Vision Mission" dedicado a enviar sondas para a heliosfera.

[editar] Nuvem de Oort

Representação artística da nuvem de Oort, os Hills Cloud e o cinturão de Kuiper belt
A hipotética nuvem de Oort é uma nuvem esférica com mais de um trilhão de objetos glaciais que acredita-se ser a fonte de todos os cometas de longos períodos que cercam o Sistema Solar a uma distância aproximada de 50,000 UA (em torno de 1 ano-luz), e possivelmente até a distância de 100,000 UA. Acredita-se que seja composta de cometas que foram ejetados do Sistema Solar interior pela interação gravitacional dos planetas externos. Os objetos da nuvem de Oort se movem muito devagar, e podem ser perturbados por eventos infrequentes tais como colisões, efeitos gravitacionais de uma estrela em trânsito, ou a maré galáctica, a força de maré exercida pela Via Láctea.[48][49]

[editar] Sedna

90377 Sedna (525.86 UA em média) é um grande objeto avermelhado parecido com Plutão com uma orbita gigante altamente elíptica que tem 76 Ua no periélio e 928 UA no afélio e leva 12050 de período orbital. Michael E. Brown, que descobriu o objeto em 2003, afirma que este não pode ser parte do disco disperso ou do cinturão de Kuiper pois seu periélio é muito distante para ser afetado pela migração de Netuno. Ele e outros astrônomos consideram que seja o primeiro objeto de uma nova população, que pode também incluir o objeto 2000 CR105, que tém um perihélio de 45 UA e um afélio de 415 AU com um período orbital de 3420 anos. Brown denominou esta população como "Nuvem de Oort interior", podendo ter sido formada por um processo similar, embora esteja mais próxima do Sol. Sedna é parecido com um planeta anão, embora seu formato ainda não tenha sido determinado com certeza.

 Fronteiras

Muito do nosso Sistema Solar ainda é desconhecido. Estima-se que o campo gravitacional solar supera a forma das estrelas próximas num raio de dois anos-luz (125 mil UA). Estimativas inferiores para o raio da nuvem de Oort, por outro lado, não o colocal a mais de 50,000 UA. Apesar de descobertas tais como de Sedna, a região entre o cinturão de Kuiper e a nuvem de Oort, uma área com dezenas de milhares de unidades astronômicas de raio está virtualmente não-mapeada. Existem também estudos em desenvolvimento para a região entre Mercúrio e o Sol, e objetos ainda podem ser descobertos nas regiões não-mapeadas do Sistema Solar.

 Contexto galáctico

Localização do Sistema Solar dentro da Via Láctea.
O Sistema Solar está localizado em uma galáxia denominada Via Láctea, uma galáxia espiral barrada, com umdiâmetro de cerca de cem mil anos-luz, contendo cerca de 200 bilhões de estrelas. A nossa estrela, o Sol, está residida em um dos braços exteriores da Via Láctea em espiral, conhecida como Braço de Órion. O Sol se localiza entre vinte e cinco e vinte e oito mil anos-luz do centro galáctico, e sua velocidade dentro da Via Láctea é de cerca de duzentos e vinte quilômetros por segundo, levando cerca de 225–250 milhões de anos até completar uma revolução. Essa revolução é conhecida como o ano galáctico do Sistema Solar. O ápice solar, que é a direção do caminho do Sol no espaço interestelar, localiza-se próximo à constelação de Hércules, na atual direção de umaestrela brilhante, conhecida como Vega.O plano da eclíptica do Sistema Solar está em um ângulo de aproximadamente sessenta graus em relação ao plano galáctico.
Acredita-se que a localização do Sistema Solar na nossa galáxia tenha sido um fator na evolução da vida terrestre. Sua órbita não é circular e, sim, elíptica, com uma velocidade quase igual a dos braços espirais, o que significa que passa por eles apenas raramente. Os braços espirais são o lar de uma concentração muito maior de supernovaspotencialmente perigosos, que deram longos períodos de estabilidade interestelar na Terra até a vida evoluir. O Sistema Solar está fora do entorno de estrelas movimentadas do centro galáctico. Próximo ao centro, empuxos gravitacionais de estrelas próximas chegam a perturbar corpos na nuvem de Oort e enviar muitos cometas no interior do Sistema Solar, que acabam produzindo catastróficas consequências para a vida na Terra. A intensa radiação do centro galáctico também pode interferir com o desenvolvimento de uma vida complexa. Mesmo com a atual localização do Sistema Solar, alguns cientistas têm a hipótese de que uma supernova recente pode ter prejudicado a vida nos últimos 35 mil anos, pelo fato de ter arremessado pedaços expulsos do núcleo estelar para o Sol como grãos de poeira radioativa e maiores, os corpos de cometa.

[editar] Vizinhança

A vizinhança galáctica próxima do Sistema Solar é conhecida como Nuvem Interestelar Local, uma area de densas nuvens de uma outra forma esparsa conhecida como Bolha Local, uma cavidade em forma de ampulheta no meio interestelar com aproximadamente 300 anos-luz de comprimento. Esta bolha é repleta de plasma de alta temperatura o que sugere ser o produto de uma supernova recente.
Existem relativamente poucas estrelas dentro de uma distância de dez anos-luz do Sol. A estrela mais próxima é o sistema triplo de estrelas Alpha Centauri, que está a 4,4 anos-luz de distância. Alpha Centauri A e B são um par de estrelas parecidas com o Sol, enquanto a pequena anã vermelha Alpha Centauri C (também conhecida comoProxima Centauri) orbita este par a uma distância de 0,2 anos-luz. As próximas estrelas perto do Sol são as anãs vermelhas Estrela de Barnard (a 5,9 anos-luz), Wolf 359 (7,8 anos-luz) e Lalande 21185 (8.3 anos-luz). A maior estrela numa distância de dez anos-luz é Sírius, uma estrela na sequência principal estelar com aproximadamente o dobro da massa solar e orbitada por uma anã branca chamada Sírius B, situada a 8,6 anos-luz. As estrelas restantes dentro de dez anos-luz são o sistema binário de anãs vermelhas Luyten 726-8 (8,7 anos-luz) e a anã vermelha solitária Ross 154 (9,7 anos-luz). A estrela mais próxima parecida com o Sol é Tau Ceti, que dista 11,9 anos-luz de distância e tem uma massa de aproximadamente 80% da solar, mas com apenas 60% da luminosidade solar. O planeta extrasolar mais próximo do Sistema Solar está situado na estrela Epsilon Eridanique é ligeiramente mais escura e vermelha que o Sol, distando 10,5 anos-luz de distância. Existe um planeta confirmado Epsilon Eridani b, que tem aproximadamente 1,5 vezes a massa de Júpiter e tem um período orbital de 6,9 anos terrestres.
Uma série de cinco mapas estelares que mostram a localização da Terra no Sistema Solar, do Sol na vizinhança, na área próxima da via Láctea, e no local do grupo de Galáxias, e no supercluster de galáxias.

 Formação e evolução

Linha de tempo projetada para o Sol.
O Sistema Solar foi formado pelo colapso gravitacional de uma nuvem molecular há 4,568 bilhões de anos. Esta nuvem inicial tinha provavelmente vários anos-luz de diâmetro e deu origem a várias estrelas.
Como a região que se tornaria o Sistema Solar, conhecida como a névoa pré-solar, colapsou, a conservação do momento angular a fez girar mais rápido. O centro, onde a maioria da massa se agrupou, tornou-se progressivamente mais quente que o disco a volta com uma quente e densa protoestrela ao centro. Neste ponto de sua evolução, acredita-se que o sol tenha sido uma Estrela T Tauri. Estudos das estrelas T Tauri demonstra que elas algumas vezes são acompanhadas de um disco de matéria pré-planetário com 0,001–0.1massas solares, com a grande maioria da massa da névoa na própria estrela. Os planetas foram formados pelaacreção deste disco.
Dentro de 50 milhões de anos, a pressão e a densidade do hidrogênio no centro da protoestrela tornaram-se grandes o suficiente para começar a fusão termonuclear. A temperatura, velocidade de reação, pressão, e densidade aumentaram até que o equilíbrio hidroestático foi alcançado, com a energia termal contendo a força da contração gravitacional. Neste ponto o sol se tornou uma estrela completa da sequência principal.
O Sistema Solar como nós conhecemos irá durar até o Sol começar a sair da sequência principal do diagrama de Hertzsprung-Russell. Como o Sol queima seu suprimento de hidrogênio combustível, a energia que mantém o núcleo tende a decrescer, causando o colapso do mesmo. O aumento da pressão aquece o núcleo, que queima mais rápido e como resultado, o Sol está se tornando mais brilhante a uma taxa de aproximadamente dez porcento a cada 1,1 bilhão de anos.
Daqui a aproximadamente 5,4 bilhões de anos, o Hidrogênio no núcleo irá terá sido completamente convertido em Hélio, terminando a fase da sequência principal. Com o término da reação de hidrogênio, o núcleo irá se contrair ainda mais, aumentando a pressão e a temperatura, causando a fusão que inicia o processo do Hélio. O Hélio no núcleo queima a uma temperatura muito maior, e a energia de saída será muito maior que durante o processo do hidrogênio. Neste período, a camada externa do solar irá se espandir a aproximadamente 260 vezes o atual diâmetro e a estrela se tornará uma gigante vermelha. Por causa deste aumento da área de superfície, esta irá ser consideravelmente mais fria do que na sequência principal (2600 K a mais fria).
Eventualmente, o Hélio no núcleo irá se exaurir numa taxa muito mais rápida do que o hidrogênio, e a fase de combustão será apenas uma fração de tempo comparada com a do Hidrogênio. O sol não é massivo o suficiente para começar a fusão de elementos mais pesados, e as reações nucleares no núcleo irão definhar. Suas camadas externas cairão no espaço deixando uma anã branca, um objeto extraordinariamente denso, com metade da massa original do Sol porém com apenas o tamanho da Terra.As camadas externas ejetadas irão formar o que é conhecido como a nebulosa planetária, retornando parte do material que formou o Sol para o meio interestelar.


Até a próxima postagem!!!

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